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       ROMANCEANDO: PARA RECORDAR

 

Contar e Cantar Romances

Muitos daqueles que nascemos tanto no meio rural como no urbano a partir dos anos cinqüenta aprendemos as primeiras músicas das nossas mães e avós enquanto elas cantavam com a maior naturalidade fazendo os trabalhos de casa, não sabendo naqueles anos que estávamos aprendendo Romances que tinham sido transmitidos boca a boca ao longo dos séculos e de geração em geração, constituindo o fruto e a garantia de nossa Memória Coletiva.

 
 

Com a mesma naturalidade e simplicidade os aprendíamos e interiorizávamos à força de escutá-los com melodias atrativas e pegadiças para o ouvido, tenndo sido comprovada sua funcionalidade ao longo dos séculos e através de muitas gerações que os foram recreando para que todos, crianças e adultos pudéssemos recordá-los.

É evidente que os tempos mudaram e muito, mas ainda não é necessário readaptar o sistema da aprendizagem natural do Romanceiro, se seguimos cantando tais romances e refrescando a memória de vez em quando em casa ou no carro, para que os mais jóvens, apesar da TV, dos computadores e outros limitadores da criatividade, também os recordem.

Esses poucos Romances contados e cantados ao estilo dos mendicantes e cegos de antigamente serão uma excelente ocasião para que os mais velhos recordem estas e outras antigas histórias que ouviram na infância e para que os mais jovens comecem a apreciá-los e a aprendê-los, já que se trata de um aspecto fundamental das suas Raízes pelo fato de dispor de uma enorme carga Cultural.

 

 


el ciego y el lazarillo

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       ROMANCEANDO: PARA APRENDER

 

Contar e Cantar Romances

Ao longo dos séculos, todas as crianças avivaram o fogo de sua imaginação ouvindo aos mais velhos contar lendas e cantar Romances graças ao milagre da Transmissão Oral.

A partir da segunda metade do século XX aparecem em nossas casas elementos perturbadores que dificultam a comunicação natural familiar e geracional, começando pela televisão e seguindo atualmente pelos computadores que subtraem muito tempo à imaginação e à criatividade.

O êxodo massivo do campo à cidade, que também se produziu naquela mesma época, tampouco facilitou que os adultos que aprenderam daquela Transmissão Oral, pudessem transmitir a seus filhos ou netos, depois de um trabalho que não atendia ao ritmo natural do dia ou da noite, aqueles conhecimentos adquiridos durante a infância e mocidade, sobre tudo nas veladas de inverno que constituíram para aqueles jovens sua Escola de Vida.

 
  romanceando con los niños  

O atrativo desta iniciativa para ensinar Romances às crianças de 2º e 3º Ciclo de primário radica precisamente na simplicidade e naturalidade dos meios, quer dizer, dois antigos Romances ilustrados em vinhetas que primeiro contarei e em seguida cantaremos ao som de uma sanfona, oferecendo ao aluno a possibilidade de aprender e de levar à casa uma brochura ilustrada, além de duas belas melodias aprendidas de ouvido e contrastadas durante séculos para que aqueles que as escutavam pudessem recordá-las facilmente.

 
 

Além disso conseguiremos que este gênero narrativo herdado da tradição boca a boca possa chegar de novo em condições similares, embora somente uma parte mínima, às novas gerações que terão que substituir algum dia a nossa maltratada Tradição Oral.

 

 
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