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cornamusas
cornamusas europeas
 

A busca de um Som Contínuo tem sido uma constante na história dos instrumentos populares desde a noite dos tempos, propiciando que um só interprete pudesse obter vários sons em simultâneo, ou seja, uma melodia acompanhada por uma ou varias notas pedais de acompanhamento contínuo.

Para o conseguir inicialmente foram utilizados recipientes rígidos de origem animal e vegetal como Corno ou Cabaça, entre outros, dentro dos quais se intruduziram as fontes do Som, normalmente uma ou várias linguetas simples de cana, accionadas por meio da complicada técnica de insuflação contínua conhecida por "respiração circular".

Pouco a pouco foi-se comprobando que era mais simples e eficiente utilizar depósitos flexíveis como peles, odres e bexigas de animais para os poder encher de ar e assim controlar melhor o fluxo do mesmo através do equilíbrio da pressão do braço sobre o odre e a insuflação cíclica de ar no recipiente pela expiração resultante da respiração humana.

 
 

As primeiras menções escritas sobre estes instrumentos procedem de textos latinos que citam os músicos gregos que sopravam em peles de cão ou mesmo ao próprio imperador Nero que, segundo o historiador Suetónio, era um consumado interprete de Tíbia Utricularis, instrumento de obre popular na antiga Roma, e que também foi utilizado nas campanhas do seu poderoso exército, podendo ter sido este que levou esse tipo de instrumentos para a Gália ou para a Bretanha.

Enquanto este instrumento já havia sido mencionado como mizmar al-jirab ou cornamusa no Séc XI por escritores árabes como Ibn Zayla ou Avicenas, a primeira fonte iconográfica aparece no Séc XIII no manuscrito CCLXXX das Cantigas de Santa Maria representando dois músicos tocando com odres equipados com soprete e dosi tubos paralelos, sem dúvida, a ponteira como tubo melódico e um pequeno ronco ou bordão de acompanhamento em baixo contínuo.

 


 

 
 

Conhecida desde o perído mais remoto na Pérsia, Índia e Roma, a Cornamusa sofre distintas evoluções ao largo dos séculos e encontra sobretudo na Europa a sua máxima difusão e diversidade morfológica e sonora, sendo actualmente interpretada em França, Espanha , Portugal, Itália, Alemanha, Grécia, Turquia, Polónia, Rússia, Republica Checa, Eslováquia, Ístria, Bulgária, Hungria, Roménia, Finlândia, Suécia, Estónia, Escócia, Irlanda e Inglaterra.